O que é a Pliometria?

A pliometria é um tipo de treino de desenvolvimento da força reativa, onde se procura estimular a capacidade de utilização do ciclo muscular de alongamento-encurtamento, ou seja, aproveitamento da fase excêntrica (alongamento) para acumulação de energia elástica e consequente produção de força na fase concêntrica (encurtamento).  

O treino de pliometria pode ser de grande importância para a performance desportiva apresentando diversos benefícios, tais como:  

– Produção de força num curto espaço de tempo. Ser capaz de produzir força numa duração reduzida pode ser determinante para o sucesso desportivo.  

– Preparar as estruturas corporais para o impacto a que pode ser sujeito na modalidade desportiva.  

– Preparar o atleta para aceder a diferentes posições, de forma rápida.  


Deste modo, para maximizarmos a transferência do processo de treino para a performance desportiva, devemos ter em conta fatores como a duração, direção e tipo de saltos utilizados nas diferentes modalidades.  

O ciclo muscular de alongamento-encurtamento pode ser de curta duração (< 200 milissegundos) ou longa duração (> 200 milissegundos) e o conhecimento das especificidades de cada modalidade desportiva é importante para definirmos a duração específica que cada modalidade requer nos gestos desportivos e, desta forma, estimulamos o espaço de tempo que a modalidade exige.  

A direção dos saltos também varia consoante a modalidade em questão, tendo modalidades com deslocamentos numa direção (ex. horizontal) e outras em várias direções (ex. vertical, horizontal, lateral). No processo de treino pliométrico devemos ter em conta as direções necessárias e tornar o atleta eficiente nas mesmas.  

Por fim, o tipo de salto, ou seja, se é unipodal, bipodal ou misto. Temos modalidades em que são realizados contactos com o solo com um apoio, com dois apoios e misto. Para que o atleta esteja capaz de realizar os movimentos da sua modalidade com segurança e capacidade, devemos expô-lo aos tipos de salto que irá necessitar.  

De forma a tornar mais explícita a informação prévia, seguem alguns exemplos:  

Em modalidades como o futebol, basquetebol e andebol, os atletas estão sujeitos a deslocamentos em várias direções e apoios, geralmente com um tempo reduzido para produzir força devido à pressão do adversário; O Voleibol exige uma grande componente de saltos verticais, a dois apoios e geralmente com maior tempo para produzir força, pois a pressão do contacto do adversário não existe.; Na corrida, os deslocamentos horizontais a um apoio são predominantes, e os tempos de contacto no solo variam consoante a prova em causa, sendo a velocidade a que exige tempos de contacto mais curtos e as provas de longa duração já apresentam tempos de contacto mais longos.  

Se é atleta e pretende maximizar a sua performance, deverá incluir o treino pliométrico no seu processo de treino e adequá-lo às necessidades específicas da modalidade.  

 

Rodrigo Albuquerque, Técnico de Exercício Físico nº 104111

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